segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Semana Acadêmica de Economia - UFSC

Por Matheus Fagundes Siqueira

Durante os dias 19 e 21 de novembro estará acontecendo no auditório do Centro Socioeconômico, a IX edição da Semana Acadêmica de Economia (SAECO) organizada pelo Centro Acadêmico Livre de Economia. O tema escolhido é " Os 20 anos do Plano Real" que é algo fundamental para que um economista entenda a conjuntura atual da economia brasileira. Os temas discutidos serão muito variados e vão desde os desafios do real enquanto uma moeda com relativa fragilidade diante da hegemonia do dólar, quais os avanços promovidos pela estabilização, dívida publica externa e interna e debater se os economistas estão sendo preparados para enfrentar a realidade brasileira entre outros.
A programação é composta de mesas durante a manhã,  minicursos e grupos de discussão durante a tarde.

Segue a programação completa abaixo:

Mesa 1 – Quarta-feira, 19 de novembro, 08:30
TEMA: O Real diante da Hegemonia do Dólar
Alejandro Enrique Olmos – Argentina 
Jaime Cesar Coelho – UFSC

Mesa 2 – Quarta-feira, 19 de novembro, 18:30
TEMA: Plano Real e o pacto de classes
Glaucia Angelica Campregher – UFRGS
Nildo Domingos Ouriques – UFSC
Nilson Araújo de Souza – UNILA

Mesa 3 – Quinta-feira, 20 de novembro, 08:30
TEMA: Plano Real e as consequências para o desenvolvimento
Fernando Augusto Mansor de Mattos – UFF
Lauro Francisco Mattei – UFSC
Mauricio Simiano Nunes – UFSC

Mesa 4 – Quinta-feira, 20 de novembro, 18:30
TEMA: Plano Real: O Responsável pela Estabilização?
André Martins Biancarelli – Unicamp
José Antônio Martins – UFSC

Mesa 5 – Sexta-feira, 21 de novembro, 08:30
TEMA: Plano Real e a questão da dívida pública
Rodrigo Vieira de Avila – Auditória Cidadã da Dívida
Palestrante a confirmar

Mesa 6 – Sexta-feira, 21 de novembro, 18:30
TEMA: Formação e profissão do economista
Rubens Rogerio Sawaya – PUC-SP
Paulo Nakatani – UFES
Paulo Roberto de Jesus – Corecon


Período da tarde:


Quarta-Feira 19/11
1) Minicurso Teoria Marxista da Dependência (Parte I)
Apresentação: Daniel da Cunda Corrêa da Silva e Vitor Hugo Tonin
Horário: 14:00
Duração: 4h
Local: Mini Auditório de Economia e Relações Internacionais
Obs: Esse minicurso será dividido em três partes.

2) Minicurso de Excel (Parte I)
Apresentação: Gabriel ursinI
Horário: 14h
Duração: 4h
Local: LabMec
Obs: Esse minicurso será dividido em duas partes.

3) Grupo de Discussão sobre opressões
Horário: 16:00
Local: Mini Auditório da Administração

Quinta-Feira 20/11


1) Minicurso Teoria Marxista da Dependência (Parte II)
Apresentação: Daniel da Cunda Corrêa da Silva e Vitor Hugo Tonin
Horário: 14:00
Duração: 4h
Local: Mini Auditório de Economia e Relações Internacionais
Obs: Esse minicurso será dividido em três partes.

2) Minicurso de Economatica
Apresentação: Wlademir Ribeiro Prates
Horário: 14:00
Duração: 3h
Local: LabMec

3) Apresentação de Trabalhos
Horário: 14:00
Local: Auditório do CSE

Sexta-Feira 21/11

1) Minicurso Teoria Marxista da Dependência (Parte III)
Apresentação: Daniel da Cunda Corrêa da Silva e Vitor Hugo Tonin
Horário: 14:00
Duração: 4h
Local: Mini Auditório de Economia e Relações Internacionais
Obs: Esse minicurso será dividido em três partes.

2) Minicurso de Excel (Parte II)
Apresentação: Gabriel Ursini
Horário: 14h
Duração: 4h
Local: LabMec
Obs: Esse minicurso será dividido em duas partes.


Para mais informações clique aqui

terça-feira, 11 de novembro de 2014

B12 - Curva de Custo, economia de escala e decisão de produção pela maximização do lucro

Por Matheus Fagundes Siqueira

Curva de Custo: 

Sabendo que o Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável, o produtor deve decidir qual quantidade deve produzir. O Custo Total é ascendente e aumenta sua inclinação à medida que as unidades adicionais dão retorno decrescente, o Custo Variável podem ser decrescentes em certas etapas do processo produtivo.



Tomemos por exemplo a tabela a seguir. É mantido o custo fixo de 15, já o custo variável médio vai decrescendo até um mínimo de 1,44 a partir do qual começa novamente a subir. Mesmo com o custo fixo se diluindo, o Custo Médio Total chega no mínimo na 7ª unidade produzida a partir do qual apresenta um comportamento crescente.


A curva de Custo Total Médio, Custo Variável Médio e Custo Marginal, terá forma de U,isto porque a medida que aumenta a quantidade produzida, o custo fixo médio reduz e o custo variável médio aumenta diminui para depois crescer novamente, pela necessidade de novos investimentos.
Após certo nível de produto, o custo total aumentam mais do que o nível de produção, e os custos médio e marginal passam a ser crescentes.

Economia de escala: " Quanto maior a fábrica, menor o custo"

Durante a Revolução Industrial notou-se que quanto maior a empresa, apesar de ter um custo total maior, o custo médio de produção será menor.

Adam Smith já afirmava que com a divisão do trabalho, há especialização na função, reduzindo assim o custo unitário.

Se uma empresa faz investimento, mão de obra, equipamentos e matéria-prima, para produzir uma pequena quantidade não conseguirá ter preços competitivos no mercado, e poderá até mesmo ter prejuízos. Mas se começa a produzir em grandes quantidades o custo fixo será diluído diminuindo os custos unitários, ou marginais.

Para Alfred Marshall aumentar a produção a curto prazo, contratar novos trabalhadores que adicionam menos à produção do que os anteriores, aumenta os custos unitários. Porém no longo prazo se a empresa investe na ampliação geral, com sua especialização os custos cairão.

"Obviamente que os ganhos com economias de escala têm limites: por um lado porque estes são cada vez menores à medida que se aumenta a produção tornando-se insignificantes a partir de determinada altura; por outro lado porque a partir de certa altura são ultrapassados pelos custos de complexidade associados ao aumento de dimensão."¹
A economia de escala é a razão da grande produção de empresas com altos custos fixos, como empresas de tecnologia e petróleo.



Decisão de produção pela maximização do lucro:

 A teoria neoclássica parte da ideia de que o maior objetivo das empresas é a maximização dos lucros, maior diferença positiva possível entre Receita e Custos.

Lucro Total = Receita Total de Vendas - Custo Total de Produção

O lucro máximo se dá em um nível de produção em que a Receita Marginal ( acréscimo na receita com a venda de uma unidade adicional), da última unidade, é igual ao Custo Marginal ( acréscimo no custo com a produção de uma unidade adicional) desta.


Fonte:
¹  www.knoow.net/cienceconempr/gestao/economias_de_escala.htm
O Livro da Economia. Editora Globo.
Fundamentos de Economia Saraiva

B1 - Decisão de alocação de recursos escassos em uma economia capitalista

 A economia é uma ciência social que tem como foco  as relações entre as pessoas e as organizações na sociedade do ponto de vista da produção, da troca e do consumo de mercadorias, serviços e de bens em geral assim então estudará a a alocação dos recursos disponíveis pelas pessoas participantes de um vida em sociedade, analisando como essa última administra esses mesmo recursos escassos.
O recurso escasso pode ser o tempo, dinheiro, bens e serviços sendo algo que tem a possibilidade de acabar, ocorrendo o descasamento entre a disponibilidade dos recursos e os desejos dos indivíduosassim a quantidade de recursos que os fornecedores estão dispostos a fornecer a um dado preço é denominada a oferta e a quantidade de recursos que os consumidores estão dispostos a comprar é chamada de demanda assim fica na mão do fornecedor decidir o quanto do recurso que ele irá disponibilizar para a venda e o valor fazendo com que algo que seja escasso se torne mais caro pois poucos terão acesso e poder aquisitivo para compra-lo fazendo com que a decisão de  não produzir tudo para atender todas as pessoas que tem necessidade do recurso o valorizara em caso de ser escasso.













fontes: http://www.brasilescola.com/sociologia/algumas-nocoes-sobre-economia-enquanto-ciencia.htm

http://www.cepe.ecn.br/seminario/material/ferreira/agentesv.pdf



















segunda-feira, 10 de novembro de 2014

B6 - Paradoxo da Água e do Diamente

Por Matheus Fagundes Siqueira



"Porque o diamante, um supérfluo, é muito mais caro do que a água, sendo que ela é indispensável e essencial para nós?" Essa é uma comparação para melhor explicar sobre a utilidade marginal.

Quando estamos com sede o primeiro copo de água terá grande utilidade (satisfação) mas a medida que vamos tomando mais água já estamos nos saciando e a utilidade acrescida por cada copo a mais vai decrescendo até chegar um ponto em que estando saciado não pensa em consumir mais. 

Já diamantes, objetos raros e desejados, tem sua utilidade marginal muito grande.

Comparando o preço de ambos entendemos melhor. A  água dada sua abundância, e pequena utilidade marginal, é muito barata, já o diamante dado á satisfação e prazer que concede, e pela sua raridade e escassez, tem grande demanda e utilidade marginal, consequentemente atinge altíssimos preços.

Para os marginalistas não é a utilidade total que importa mas sim a satisfação acrescentada a partir do momento que consumimos a próxima unidade.

Utilidade marginal: utilidade da última unidade consumida
"Não há nada de mais útil que a água, mas ela não pode quase nada comprar; dificilmente teria bens com os quais trocá-la. Um diamante, pelo contrario, quase não tem nenhum valor quanto ao seu uso, mas se encontrará frequentemente uma grande quantidade de outros bens com o qual trocá-lo." Adam Smith
Para William Stanley Jevons (1835-1882) as mercadorias abundantes serão baratas, mesmo se forem essenciais à vida, pois, a utilidade marginal a cada acréscimo de unidade delas é pequena, já mercadorias escassas, serão caras, pois cada unidade adicional traz grande satisfação, dessa forma ele terá maior disposição para pagar. 


Fonte:
www.oeconomista.com.br/arquivos/pensando_como_um_economista.pdf
http://www.ie.ufrj.br/hpp/intranet/pdfs/aula_3_2013_1.pdf
A Era do Economista

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O Encontro do Século - Smith e Marx


Dica de Filme - A Dama de Ferro

Por Matheus Fagundes Siqueira

    Direção: Phyllida Lloyd
    Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Richard E. Grant, Anthony Head
    Nome Original: The Iron Lady
    Ano: 2011
    Duração: 105 min
    País: Reino Unido
    Classificação: 12 anos
    Gênero: Drama


  • Sinopse:
    A Dama de Ferro apresenta a história de Margaret Thatcher usando a velha fórmula de mostrar a protagonista já idosa e, a partir de suas lembranças, exibir seus feitos do passado. Enquanto se atém aos dois fatos mais marcantes do governo Thatcher, a crise e a guerra, A Dama de Ferro se sai bem
    Os principais eventos do final dos anos 70 e da década seguinte até são apresentados, com rápidas citações e cenas reais da época, captadas pela TV. Era um cenário bem diferente do atual, onde o duelo capitalismo x socialismo ainda imperava. A crise econômica vivida pela Inglaterra é simplificada e até bem apresentada através de comparações envolvendo responsabilidade fiscal (assunto macro) com orçamento doméstico (assunto micro). Tudo para aproximar o espectador a um tema dificil, de forma a também justificar sua baixa popularidade imediata. Situação revertida logo em seguida, com o sucesso na Guerra das Malvinas e a imediata consagração patriota.

    Durante 11 anos e meio, Thatcher se manteve no cargo de Primeira Ministra britânica. Ela quebrou barreiras de gênero e classe, fazendo com que um mundo dominado pelos homens parasse para ouvir o que dizia, inicialmente com a voz estridente, mas sempre com muita garra, convicção e certeza do que almejava. Nesse período, ela comandou a Inglaterra com mãos de ferro e enfrentou uma série de importantes decisões.

    Filha de comerciante, Margaret nunca teve vergonha de suas origens e sempre preferiu os debates políticos às tarefas delegadas para as mulheres. E com o objetivo de trilhar seu próprio caminho e fazer a diferença no mundo, decidiu começar sua carreira nesse universo tão masculino. Sempre com o apoio de seu marido, Denis Tatcher.

    Trailer Legendado:

Biografia:
13/10/1925, Grantham, Inglaterra
08/04/2013, Inglaterra

"Se meus críticos me vissem andando sobre as águas do rio Tâmisa, diriam que é porque eu não sei nadar." A tirada espirituosa de Margaret Thatcher nos dá uma dimensão das dificuldades que a poderosa primeira-ministra enfrentou ao governar o Reino Unido com mão de ferro.
Nos anos 1950, Margaret Thatcher especializou-se em direito tributário. Em 1959 foi eleita para a Câmara dos Comuns. Dois anos depois, tornou-se Secretária de Estado para Assuntos Sociais e, no início dos anos 1970, foi nomeada Ministra da Educação, durante o mandato de Edward Heath.
Em 1979, o Partido Conservador ganhou as eleições por ampla margem de votos. Margaret Thatcher tornou-se a primeira mulher a ser eleita primeira-ministra no Reino Unido e em toda a Europa.
Governou com pulso firme até 1990, ganhando o apelido de "Dama de Ferro", por suas posturas inflexíveis. Conseguiu bons indicadores econômicos, com o controle da inflação e a valorização da moeda. No entanto, não pôde evitar o aumento do desemprego.

Em 1982, Thatcher envolveu-se na Guerra das Malvinas, o que aumentou sua popularidade. Nesse ano foi reeleita por uma ampla margem de votos.

Margaret Thatcher, desde os 83 anos, sofria de demência, segundo sua filha, Carol: "Nos piores dias, mamãe dificilmente consegue se lembrar do começo de uma frase no momento em que a termina."
Em 8 de abril de 2013, a Dama de Ferro morreu após um derrame.

Tatcherismo:
Como primeira-ministra, ela estava determinada a moralizar as finanças públicas, e partiu firmemente para a redução do papel do Estado e para o incentivo ao livre mercado.

O controle da inflação era uma meta central do governo, que introduziu um corte radical nos gastos e nos impostos. Thatcher privatizou empresas estatais, fomentou a compra de casas populares e aprovou leis para coibir a militância sindical, segundo a agência BBC.

As novas políticas monetárias fizeram do centro financeiro de Londres um dos mais vibrantes e bem-sucedidos do mundo.

Nos primeiros anos de seu mandato, foi superada a marca de três milhões de desempregados, marca semelhante à dos tempos da Grande Depressão, nos anos 1930, e cresceram o mal-estar social e os confrontos com os sindicatos, contra os quais declarou uma guerra sem quartel.

Para seus críticos, Thatcher foi uma política que colocou o livre mercado acima de tudo. Foi acusada por muitos de deixar que parte da população pagasse o preço por iniciativas que aumentavam o desemprego e geravam distúrbios sociais.

Para seus simpatizantes, a ex-premiê reduziu o tamanho de um Estado inflado e a influência dos sindicatos, além de restaurar a força britânica no mundo.

"Gostemos ou não, Margaret Thatcher mudou a economia britânica para sempre. E também mudou a maneira de pensar dos britânicos sobre o dinheiro, o capitalismo e a empresa. Cameron e Blair herdaram isso", explicou Tony Travers, professor na London School of Economics.

Fontes:
http://www.guiadasemana.com.br/cinema/filmes/sinopse/a-dama-de-ferro
http://educacao.uol.com.br/biografias/margaret-thatcher.jhtm
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-127404/criticas-adorocinema/
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/veja-o-legado-de-margaret-thatcher-para-economia-britanica.html

Dica de Filme

A Grande Virada , o filme conta a historia de uma empresa afetada pela crise mostrando a vida de três executivos durante e após da crise, filme interessante pois aborda aspectos do trabalho contra os valores pessoais e as mudanças no mercado.