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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Alfred Marshall

Por Matheus Fagundes Siqueira



Nesta série de posts sobre grandes economistas não podemos deixar de incluir Alfred Marshall que foi um grande destaque do pensamento neoclássico.

Economista inglês que viveu entre 1842 e 1924. Durante seus estudos em Cambridge, decidiu-se especializar em economia política se tornando professor mais tarde na mesma universidade. Tem como principal livro Princípios de Economia publicado em 1890. Essa obra foi muito importante para o pensamento Neoclássico que tem como principais teorias a utilidade marginal e o equilíbrio de mercado. Para Marshall o preço de mercado era determinado pela oferta e pela demanda., e que a longo prazo os custos tenderiam ao menor nível possível, por causa da forte concorrência, e atenderiam a demanda. O consumidor buscar obter a maior utilidade possível já o produtor  o maior lucro. 
Como a produção era determinada pela escolhas de vários indivíduos, se pressupunha que se o mercado funcionasse livremente, geraria maior satisfação possível ao coletivo.
Nesse período o foco da ciência econômica estava sobre as necessidades dos consumidores individuais
Ele revolucionou o pensamento econômico da época ao introduzir o fator tempo,para analisar o comportamento dos preços de mercado, no longo prazo os preços tendiam a coincidir com o custo marginal, e no curto prazo eram independentes so custo.
Além de Princípios de Economia escreveu os livros Industry and Trade, 1919 e Money, Credit, and Commerce em 1923.
"Primeiro teorema da teoria do valor: O Agente deve escolher a alternativa com maior benefício líquido, ou seja, com maior benefício ao menor custo. Essa escolha deve ser feita tendo em conta a dualidade benefícios-custos, ou seja, a melhor escolha deve ser a que apresenta um benefício maior que o custo"saiba mais

Fontes:
www.dec.ufcg.edu.br/biografias/AlfrMars.html
Fundamentos de Economia. Saraiva. pg. 22
A Era do Economista. Economia Neoclássica

terça-feira, 11 de novembro de 2014

B12 - Curva de Custo, economia de escala e decisão de produção pela maximização do lucro

Por Matheus Fagundes Siqueira

Curva de Custo: 

Sabendo que o Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável, o produtor deve decidir qual quantidade deve produzir. O Custo Total é ascendente e aumenta sua inclinação à medida que as unidades adicionais dão retorno decrescente, o Custo Variável podem ser decrescentes em certas etapas do processo produtivo.



Tomemos por exemplo a tabela a seguir. É mantido o custo fixo de 15, já o custo variável médio vai decrescendo até um mínimo de 1,44 a partir do qual começa novamente a subir. Mesmo com o custo fixo se diluindo, o Custo Médio Total chega no mínimo na 7ª unidade produzida a partir do qual apresenta um comportamento crescente.


A curva de Custo Total Médio, Custo Variável Médio e Custo Marginal, terá forma de U,isto porque a medida que aumenta a quantidade produzida, o custo fixo médio reduz e o custo variável médio aumenta diminui para depois crescer novamente, pela necessidade de novos investimentos.
Após certo nível de produto, o custo total aumentam mais do que o nível de produção, e os custos médio e marginal passam a ser crescentes.

Economia de escala: " Quanto maior a fábrica, menor o custo"

Durante a Revolução Industrial notou-se que quanto maior a empresa, apesar de ter um custo total maior, o custo médio de produção será menor.

Adam Smith já afirmava que com a divisão do trabalho, há especialização na função, reduzindo assim o custo unitário.

Se uma empresa faz investimento, mão de obra, equipamentos e matéria-prima, para produzir uma pequena quantidade não conseguirá ter preços competitivos no mercado, e poderá até mesmo ter prejuízos. Mas se começa a produzir em grandes quantidades o custo fixo será diluído diminuindo os custos unitários, ou marginais.

Para Alfred Marshall aumentar a produção a curto prazo, contratar novos trabalhadores que adicionam menos à produção do que os anteriores, aumenta os custos unitários. Porém no longo prazo se a empresa investe na ampliação geral, com sua especialização os custos cairão.

"Obviamente que os ganhos com economias de escala têm limites: por um lado porque estes são cada vez menores à medida que se aumenta a produção tornando-se insignificantes a partir de determinada altura; por outro lado porque a partir de certa altura são ultrapassados pelos custos de complexidade associados ao aumento de dimensão."¹
A economia de escala é a razão da grande produção de empresas com altos custos fixos, como empresas de tecnologia e petróleo.



Decisão de produção pela maximização do lucro:

 A teoria neoclássica parte da ideia de que o maior objetivo das empresas é a maximização dos lucros, maior diferença positiva possível entre Receita e Custos.

Lucro Total = Receita Total de Vendas - Custo Total de Produção

O lucro máximo se dá em um nível de produção em que a Receita Marginal ( acréscimo na receita com a venda de uma unidade adicional), da última unidade, é igual ao Custo Marginal ( acréscimo no custo com a produção de uma unidade adicional) desta.


Fonte:
¹  www.knoow.net/cienceconempr/gestao/economias_de_escala.htm
O Livro da Economia. Editora Globo.
Fundamentos de Economia Saraiva

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

B6 - Paradoxo da Água e do Diamente

Por Matheus Fagundes Siqueira



"Porque o diamante, um supérfluo, é muito mais caro do que a água, sendo que ela é indispensável e essencial para nós?" Essa é uma comparação para melhor explicar sobre a utilidade marginal.

Quando estamos com sede o primeiro copo de água terá grande utilidade (satisfação) mas a medida que vamos tomando mais água já estamos nos saciando e a utilidade acrescida por cada copo a mais vai decrescendo até chegar um ponto em que estando saciado não pensa em consumir mais. 

Já diamantes, objetos raros e desejados, tem sua utilidade marginal muito grande.

Comparando o preço de ambos entendemos melhor. A  água dada sua abundância, e pequena utilidade marginal, é muito barata, já o diamante dado á satisfação e prazer que concede, e pela sua raridade e escassez, tem grande demanda e utilidade marginal, consequentemente atinge altíssimos preços.

Para os marginalistas não é a utilidade total que importa mas sim a satisfação acrescentada a partir do momento que consumimos a próxima unidade.

Utilidade marginal: utilidade da última unidade consumida
"Não há nada de mais útil que a água, mas ela não pode quase nada comprar; dificilmente teria bens com os quais trocá-la. Um diamante, pelo contrario, quase não tem nenhum valor quanto ao seu uso, mas se encontrará frequentemente uma grande quantidade de outros bens com o qual trocá-lo." Adam Smith
Para William Stanley Jevons (1835-1882) as mercadorias abundantes serão baratas, mesmo se forem essenciais à vida, pois, a utilidade marginal a cada acréscimo de unidade delas é pequena, já mercadorias escassas, serão caras, pois cada unidade adicional traz grande satisfação, dessa forma ele terá maior disposição para pagar. 


Fonte:
www.oeconomista.com.br/arquivos/pensando_como_um_economista.pdf
http://www.ie.ufrj.br/hpp/intranet/pdfs/aula_3_2013_1.pdf
A Era do Economista

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O Encontro do Século - Smith e Marx


12 - Distribuição de renda na Economia Política Clássica de D. Ricardo

Por Economia Descomplicada
David Ricardo (1772-1823), foi um economista inglês, considerado como um dos fundadores da escola clássica da economia política.
Ricardo se preocupou com o processo de distribuição da renda dentro da economia,  argumentava que a renda era gerada pela produtividade do fator que cada indivíduo detinha. Ou seja, se uma pessoa detém como principal fator o trabalho, quanto mais especializada maior é o salário dela, quanto mais tecnológico um bem de capital maior o retorno financeiro que ele dá, quanto mais produtiva a terra de um fazendeiro maior é sua renda com ela.
Ricardo não só se preocupou com o processo de distribuição como também com o uso dessa renda, para ele a renda do trabalhador, seu salário, seria usado para consumo de subsistência, no caso da renda do capitalista, seu lucro, seria usado para consumo e acumulação de capital, e no caso da renda do proprietário de terras, a renda da terra, seria usada para consumo supérfluo.
Ricardo também utilizou a Lei de população de Malthus para explicar a tendência ao salário de subsistência no capitalismo, acreditava que se a oferta de trabalho fosse menor que a demanda por trabalho o salário aumentaria e com isso a população aumentaria, gerando maior oferta de trabalho tendo assim uma queda na demanda por trabalho até que a oferta e a demanda fossem iguais, fazendo com que o salário também caísse até chegar ao nível de subsistência.
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14 - Teoria da renda diferencial da terra: qual significado econômico?

Escrito por Café com Economia

Durante o percurso da humanidade, a terra exerceu e exerce um papel intrínseco na sociedade, tanto na realidade agrária quanto urbana. Portanto, para o entendimento da modernização, a reprodução capitalista atual e o seu significado econômico, a Teoria da renda diferencial da renda é de extrema importância. 
Muitos estudaram o seu conceito, mas selecionamos os três autores essenciais pela contrução da teoria: Adam Smith, Thomas Robert Malthus e David Ricardo.

ADAM SMITH
Para Smith, o desenvolvimento das sociedades passa, impreterivelmente, pela renda da
terra. E esse é o único mecanismo capaz de garantir riqueza. Segundo ele, o Estado deveria submeter-se ao inexorável direito de propriedade privada da terra. Ademais, a localização e a fertilidade são fatores variáveis e responsáveis pela renda. Para ele, quanto maior a procura por certo produto, maior seria o seu preço. O valor mínimo cobrado seria aquele necessário aos salários dos trabalhadores e a geração de lucro. Smith considerava que a cada melhoria na economia e no aperfeiçoamento das forças produtivas gerariam um aumento na renda da terra, direta ou indiretamente. 

THOMAS MALTHUS
Após observar o crescimento da população mundial, Malthus constatou em sua teoria que a produção de alimentos crescia em progressão aritmética, enquanto a população em progressão geométrica. Ou seja, em um certo momento não haveria recursos suficientes para tamanha demanda, causando assim uma valorização e disputa pela terra – a fonte dos alimentos e recursos. Em relação às causas que tendem a diminuir a renda da terra, Malthus esclarece que são exatamente opostas às que aumentam a renda, ou seja, “a diminuição do capital, a diminuição da população, um sistema ruim de cultivo e um baixo preço de mercado de produtos agrícolas” (MALTHUS, 1996, p. 105).

DAVID RICARDO
Embasado principalmente nas teorias de Malthus, David estabeleu a “Lei da Renda Fundiária”. Nesta, explica-se que devido a diferença de fertilidade entre as terras, pode-se diferenciar seu valor. Logo, o maior preço era ordenado a partir da melhor terra. Assim, os produtos das terras férteis são produzidos a menor custo que os demais, porém são vendidos com o mesmo valor, gerando o lucro.

Fontes: 
SECHACZEWSKI, Antonio. Renda diferencial, renda absoluta e progresso técnico na agricultura. Acesso em: 29 set. 2014. Disponível em: <www.cebrap.org.br/v2/files/upload/biblioteca_virtual/renda_diferencial_renda_absoluta.pdf>.
ALVAREZ, Ricardo. Renda da terra: contexto. Blog Controvérsia. Acesso em: 28 set. 2014. Disponível em: <http://www.controversia.com.br/blog/renda-da-terra-contexto-historico/>.
COSTA, Sandra. Renda da terra. UNIAVP Acesso em: 28 set. 2014. Disponível em: <http://www1.univap.br/~sandra/arenda.pdf>.
CARCANHOLO, Reinaldo A.. Renda da terra: uma concreção teórica necessária. Revista de Economia Política. Acesso em: 27 set. 2014. Disponível em: <http://www.rep.org.br/PDF/16-6.PDF>.

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26 - Crise econômica: tendência a queda da taxa de lucro.

Escrito por EconoMidia


A lei de tendência a queda da taxa de lucro é tida por Marx e seus seguidores como a principal lei econômica tendencial do movimento do capital.

Conceito de tendência: operação de forças subjacentes ao processo econômico real que se impõe de forma persistente e dominante.Marx sempre assinala, na configuração de uma tendência que opera como lei, a contraposição de forças opostas à dominantes as quais atuam no mesmo plano de abstração e são oriundas do mesmo processo que constitui a tendência. A tendência é assim um processo contraditório, mas não é indeterminado em seu movimento essencial. Nessa configuração de forças, uma se constitui em “polo” ou momento dominante e as demais em momentos dominados.

Conceitos fundamentais:
  • Seja  “C” o valor da maquinaria , matérias-primas e etc (medidos em número de horas de trabalho socialmente necessárias para a sua produção).
  • Seja “V” o valor da força de trabalho, calculado em termos do número de horas de trabalho socialmente necessárias para a reprodução da força de trabalho.
  • Seja s o excesso de valor que a força de trabalho produz, ou seja, a mais-valia.
  • Temos: Valor = C+ V + S
Conceitos:

 Seja (c/v) a assim chamada composição orgânica do capital.
 Seja (s/v) a taxa de mais-valia.
 Seja (s/v+c) a taxa de lucro.
         
         Temos que:

s/(v+c) = (s/v)/[(c/v)+(v/v)]=(s/v)/[1+(c/v)].

         Se a taxa de mais-valia permanecer constante, a elevação da composição orgânica do capital provocará uma queda da taxa de lucro.†
        O desenvolvimento das forças produtivas no capitalismo gera uma elevação persistente da composição orgânica do capital (mecanização dos processos produtivos), a qual não é acompanhada por um aumento na mesma proporção na taxa de mais-valia.O progresso técnico é necessariamente “poupador de trabalho” de forma que haverá uma gradual substituição de trabalho por capital, gerando assim um aumento da composição orgânica do capital.No longo-prazo, a taxa de lucro tende a zero.
        Haveria, por certo, algumas “influências antagônicas” (como, por exemplo, a elevação na “intensidade de espoliação” e as quedas no valor dos elementos constitutivos do capital constante) que retardariam a redução da taxa de lucro, embora seus efeitos não fossem suficientes para contrabalançar o efeito da elevação da composição orgânica do capital.

Fonte: http://joseluisoreiro.com.br/site/link/439da44cd5a0196d228ac3cda2b094c5565ee5be.pdf

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8- Noção de Riqueza de uma economia nacional na Economia Política de Adam Smith

Escrito por Economia101

Adam Smith deixa claro que a riqueza de uma economia nacional está em função do acumulo de capital. Em meio ao contexto político, econômico e social de sua época ele questiona a maneira de se fazer política econômica. Em sua obra: “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações” trabalha empiricamente na justificativa dos melhores fatores como causas da riqueza das nações. É nesse sentido que Smith fala do acumulo de capital como o fator que aumenta a riqueza das nações. Assim deriva que o acumulo de capital vem da riqueza gerada pelo trabalho na produção de mercadorias. Ele fala como deve ser feita a organização social desse trabalho gerador do acumulo de capital e como deve ser tratada a relação da produção com o mercado. Através do preço natural - que é o preço de estabilidade de um produto- ele mostra que esse preço é subdividido em renda da terra, salário e lucro. O salário, e a renda da terra com um sentido estrito de consumo e já o lucro, ou o acumulo de capital, é o fator decisivo que expande o mercado, aumenta os empregos e aumenta a divisão social do trabalho, logo aumentando a riqueza das nações. Por fim, em relação ao modo de produção ele dá ênfase na divisão social do trabalho tendo como exemplo clássico o modo de produção da fábrica de alfinetes, pois esse modo gera uma especialização da produção e uma vantagem comparada de produtos em relação às outras nações - uma conquista de mercado. Já em relação ao mercado, da ênfase a não intervenção política governamental sobre eles, uma vez que o mercado auto regula-se - a mão invisível – ou seja, a produção naturalmente se adapta ao mercado.

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25 - Tendência endógena ao desenvolvimento das forças produtivas no Capitalismo

Escrito por ProEconomia

Tendo como base os 3 volumes do livro de Karl Marx "O Capital", iremos falar um pouco do que seria as tendencias internas ao se desenvolver a produção no capitalismo.
 Podemos dividir este desenvolvimento em 3 fases, a parte jovem, a madura e a senil, devemos notar então que ao passar do tempo o capitalismo vai se desenvolvendo, porem Marx Alerta que seu proprio desenvolvimento endógeno o leva para o colapso de seu sistema.
 Esta presente na fase juvenil do capitalismo a expansão colonial, o capitalismo industrial e as crises juvenis de superprodução, gerando a acensão e consolidação do estado burgues. 
 Entramos na segunda etapa com o capitalismo maduro, surge os seguintes pontos, rupturas periféricas, o capitalimos industrial financeiro e uma segunda crise de superprodução. O sistema resistira a essa crise, porem alguns males a sociedade, dando inicio a terceira fase do desenvolvimento do sistema.
 No Capitalismo senil teremos as recolonizações periféricas, o capitalismo financiarizado (com uma hipertrófica financeira), gerando a ultima crise de superprodução do capitalismo e com isso o colapso do sistema capitalista. 

Fontes: http://resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html
              http://crisesdocapitalismosegundokarlmarx.blogspot.com.br/

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10 - Funcionamento do mercado no curto prazo e longo prazo: preço de mercado e preço natural

Escrito por ProEconomia

Segundo a teoria de David Ricardo, todos tem uma tendência a ter um lucro uniforme. Todo capitalista tenta à curto prazo ter o monopólio do mercado para conseguir um lucro extraordinário, utilizando o preço de mercado, o problema é que surgirão concorrentes, e para os concorrentes entrar no mercado, o preço precisa ser menor na venda do mesmo produto. Assim, ambos acabarão por baixar seu preço por causa da livre concorrência, criando então um preço natural, que gerará um lucro uniforme à longo prazo. Simplificando:
*Novo produto > monopólio > preço de mercado > lucro extraordinário > mesmo produto no mercado > concorrência > preço natural (menor que o preço de mercado) > lucro uniforme à longo prazo


  • Preço de mercado: verdadeiro preço da mercadoria, determinado pelas forças de oferta e procura.
  • Preço natural: preço da venda equivale apenas ao suficiente para dar lucro.


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

21 - Teoria de Marx: o que é capital?

Escrito por Henrique Kiyoshi Ishihara

É difícil de se dar uma definição fiel sobre o que seria o "capital" na visão de Karl Marx, pois seu modelo teórico é longo e complexo, declaram FUSFELD (2003, p. 82) e HUNT (1986, p. 218). Para se tentar chegar a uma definição próxima do que Marx visava, serão utilizadas as definições desses dois autores citados. FUSDELD (2003, p. 84) afirma que Marx via o capitalismo como sendo um sistema gigantesco por meio do qual o tempo de trabalho empregado, primeiro é transformado em lucro, e, de lucro, em capital. FUSFELD (2003, p. 84) ainda complementa dizendo que enquanto o tempo de trabalho pertencia ao trabalhador, o capital seria propriedade do capitalista. A segunda definição dada é de HUNT (1986, p. 238) que diz que o capital não é uma coisa, mas uma relação de produção social definida, relativa a uma formação histórica da sociedade, e que se manifesta em uma coisa, conferindo-lhe um carácter social específico. Ainda afirma HUNT (1986, p.238) que o capital é o meio de produção monopolizado por certa parte da sociedade, em que a força de trabalho humano é um produto e as condições de trabalho são independentes desta mesma força de trabalho, e que portanto o capital aparece cada vez mais como uma força social cujo agente é o capitalista.
Portanto conclui-se que é importante se ter em mente que a definição de "capital" para Karl Marx vai além de um simples objeto, ou seja, é preciso entender que o estudo de Marx é profundo e holístico, pois é feito uma análise do capital de acordo com paradigmas sociais, políticos e econômicos. Mas a grosso modo, pode-se dizer que o capital é um bem que sempre busca mais-valia. Pode-se citar como exemplo a seguinte situação: um imóvel é uma riqueza, porém este mesmo imóvel só pode ser considerado capital quando ele está produzindo algo, ou seja, uma riqueza que está em busca de mais valia e mais capitalização. Se este imóvel é usado apenas como casa de praia para passeio, ele não pode ser considerado 100% como um capital pois a princípio ele não visa produção de mais capital, ele visa suprir um bem estar individual, ou seja, ele é um bem para consumo próprio que não gera mais-valia. O imóvel somente será considerado um capital quando ele for utilizado como estrutura para uma atividade comercial (assim gerando mais-valia) ou quando ele for um objeto de especulação imobiliária. Na especulação imobiliária, o capitalista espera que o imóvel seja valorizado pelo sistema capitalista, após essa valorização ocorrer, o capitalista vende o imóvel e recebe mais-valia por ele.

Referencial Teórico:
HUNT, E. K. História do pensamento econômico. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1986. p. 218 a 242. 
FUSFELD, Daniel R. A era do economista. São Paulo: Saraiva, 2003. p. 82 a 91.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Cronologia e Obras dos Grandes Economistas

Por Matheus Fagundes Siqueira

Neste post queremos citar alguns dos grandes economistas e suas principais obras:

Adam Smith(1723-1790)

1759 - A teoria dos sentimentos morais
1762 - Lições de Jurisprudência
1776 - Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações

David Ricardo(1772-1823)


1810 - O alto preço do ouro
1814 - Ensaio acerca da influência do baixo preço do sal
1817 - Princípios da política econômica e da tributação

Jean Baptiste-Say(1767-1832)

1803 - Tratado de economia política
1815 - De I'Angleterre et des anglais
1828 - Cours complete d'économie politique pratique

Thomas Malthus(1766-1834)


1798 - Ensaio sobre o princípio da população
1815 - The nature of rent
1820 - Princípios de economia política

Karl Marx(1818-1883)


1848 - Manifesto Comunista (com Friedrich Engels)
1858 - Contribuição à crítica da economia política
1867, 1885, 1894 - O Capital - Crítica da economia política

John Keynes(1883-1946)

1919 - As consequências econômicas da paz
1930 - A treatise on money
1936 - Teoria geral do emprego, do juro e da moeda

Joseph Schumpeter(1883-1950)


1939 - Ciclos econômicos
1942 - Capitalismo, socialismo e democracia
1954 - História da análise econômica
1961 - A teoria do desenvolvimento econômico
        
                                    
Milton Friedman(1912-2006)

1957 - A theory of the consumption function
1963 - A monetary history of the United States, 1867-1960 (com Anna Schwartz)
1967 - The role of monetary policy, discurso presidencial na American Economic Association






terça-feira, 2 de setembro de 2014

Adam Smith “O Pai da Economia"



Por Matheus Fagundes Siqueira;

Smith nasceu em julho de 1723 em Kirkcaldy, um pequeno porto escocês. Morreu a poucos quilômetros dali, em Edimburgo, em julho de 1790. Aluno distraído e recluso, ele entrou na Universidade de Glasgow aos 14 anos e depois na Universidade de Oxford por seis anos, até retornar à Escócia para assumir a cadeira de lógica em Glasgow de 1751 até 1764. Em 1750 tornou-se amigo do filósofo David Hume. Smith deixou a academia em 1764 para ser tutor do jovem duque de Buccleuch. Por mais de dois anos eles viveram e viajaram juntos pela França e a Suíça, uma experiência que pôs Smith em contato com contemporâneos como Voltaire e Jean-Jacques Rousseau.  Em 1778, ele foi nomeado diretor da alfândega.

Principais Obras:
A Teoria dos Sentimentos Morais (1759)
Lições de Jurisprudência (1762)
Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações (1776)

Pensamento:

Foi o primeiro a esboçar uma explicação sistemática sobre o funcionamento da economia de mercado, tendo por base uma determinada teoria do valor (a teoria do valor-trabalho).
Em seu livro “A Riqueza das Nações” define os pré-requisitos para o liberalismo econômico e a prosperidade das nações: o combate aos monopólios, públicos ou privados; a não intervenção do Estado na economia e sua limitação ás funções públicas de manutenção da ordem, da propriedade privada e da Justiça; a liberdade na negociação do contrato de trabalho entre patrões e empregados; e o livre-comércio entre os povos. Smith distinguiu empreendedores, como agricultores e donos de fábricas, dos fornecedores de mão de obra. Em essência, ele criou os parâmetros da economia “clássica”, que enfoca os fatores de produção- capital, mão de obra e terra- e seus rendimentos.
A Fonte do Crescimento tem dois lados. Um é a eficiência obtida pela divisão do trabalho (especialização) a segunda é a acumulação de capital.

Frases:

“O Consumo é o único fim e propósito de toda produção”
“Não existe arte que um governo aprende de outro com maior rapidez do que o de extrair dinheiro do bolso da população”


A Mão Invisível: O homem, com sua liberdade, rivalidade e desejo de ganhar, é “guiado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção” - ele age de modo involuntário em nome do interesse maior da sociedade. Smith descreveu como seu sistema de “liberdade perfeita” teria resultados positivos. Primeiro, fornece os bens que o povo quer. Se a demanda de um produto superar a oferta, os consumidores vão competir entre si para oferecer preço mais alto. Isso cria uma oportunidade de lucro para os produtores, que competem entre si para fornecer mais do produto.




Esperamos que este pequeno texto o ajude a entender um pouco sobre a vida e o pensamento – principalmente sobre a “mão invisível” – daquele que influencia até a atualidade o estuda e as práticas das ciências econômicas modernas.


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